Um caipira vai a uma igreja e dirige-se ao padre:
B – Sinhô padre, eu ontem fiz uma coisa que acho que tenho de confessar.
P – E o que você fez meu filho?
B – Sinhô padre,… eu moro com papai, com mamãe e com minha irmã Josefina. Ontem de tarde mamãe saiu, papai saiu e fiquei em casa com Josefina. Nós dois começámos batendo um papo e acabou acontecendo.
P – O que aconteceu é aquilo que eu estou pensando?
B – É isso mesmo sinhô padre. Aconteceu.
P – Meu filho! Isso nunca deveria ter acontecido! Você vai ter de rezar 300 avé-marias e não repetir mais isso, viu?
No dia seguinte, de manhã bem cedo, o caipira aparece na igreja para falar com o padre.
B – Sinhô padre, eu preciso de falar com o sinhô!
P – Então meu filho, você cumpriu a penitência e arrependeu-se daquilo que fez?
B – Sim sinhô. Eu rezei tudo e não vou mais repetir aquilo que fiz com minha irmã.
P – Ainda bem meu filho, assim Deus vai perdoar seu pecado.
B – Mas sinhô padre, eu acho que aconteceu uma outra coisa que não devia.
P – O que foi então?
B – O sinhô sabe que eu vivo com papai, com mamãe e com minha irmã. Ontem papai foi trabalhar, Josefina foi no supermercado e mamãe ficou comigo, só nós dois. Depois você sabe, né? Começamos batendo um papo e aconteceu aquilo sinhô padre.
P – Com sua mãe? Meu filho, você é um caso perdido! Fique aqui na igreja rezando 600 avé-marias e veja se ganha juízo, tá?
No terceiro dia o caipira volta à igreja.
P – Então meu filho, como se tem comportado?
B – Sinhô padre, tá difícil comportar bem. Veja só: ontem fiquei sozinho em casa com papai e aconteceu de novo.
P – Isto não tem mesmo remédio mas, reze desta vez 1000 avé-marias que pode ser que resulte!
B – Obrigado sinhô padre.
Um dia depois, o caipira aparece mais uma vez na igreja e o padre, já desesperado, pergunta:
P – Você veio me confessar o que aconteceu ontem em sua casa, não é?
B – Desta vez não, sinhô padre. O que acontece é que hoje fiquei sozinho em casa e por isso vim bater um papo com o sinhô!