Um operário da construção civil recebeu uma intimação para ir depôr a tribunal como testemunha de um caso de divórcio.
Aí o juíz pediu-lhe.
– Por favor diga-nos o que fazia e o que viu nesse dia “tantos do tal”.
– Sr. Dr. Juíz – começou o homem – eu estava a trabalhar na construção de um edifício novo na Rua das Flores. Então vi, à porta do prédio em frente, uma mulher ainda jovem a despedir-se de um homem com um beijo e um abraço muito acalorados. Pouco depois o homem saíu com um carro da garagem do prédio.
– Consegue identificar essas pessoas aqui na sala? – perguntou o juíz.
– Sim Sr. Dr. Juíz. – respondeu o homem – São os dois que estão sentados ali na primeira fila.
– Então continue a contar-nos o que viu. – pediu o juíz.
– Pouco tempo depois de o homem ter ido embora vi outro homem jovem tocar à campaínha do mesmo prédio. – continuou o operário. – A porta abriu-se e o homem entrou. Passado alguns minutos voltei a ver esse homem a conversar com a mulher que ali está sentada na 1ª fila, através da janela de um dos apartamentos do 4º andar do prédio. Pouco depois já se abraçavam e beijavam no sofá da sala do apartamento.
– E depois? – perguntou o juíz, começando a ficar interessado no depoimento do operário.
– Depois voltei a vê-los, mas desta vez através da janela do que penso ser o quarto do apartamento. Tinham-se esquecido de correr as cortinas do quarto e vi perfeitamente que estavam a despir-se.
– E que mais viu você? – voltou a perguntar o juíz, desta vez já muito interessado no relato.
– Depois não vi mais nada porque o andaime caiu com o peso dos 30 “gajos” que estavam lá em cima comigo.