Depois de ficar sem dinheiro, um homem sai do Casino Estoril às três da manhã, e vai para a praça de táxis.
– Boa noite. Olhe, tenho um problema: preciso que me leve a Lisboa. Não tenho aqui nenhum dinheiro comigo, mas se me levar a casa, moro num primeiro andar subo para ir buscar o dinheiro da corrida e pago-lhe.
– Nã, essa história não me cheira, já fui escaldado várias vezes… – respondeu o taxista.
– Faça-me lá esse favor. É que já é tão tarde e eu tenho que ir para casa.
– Nã, nã, nã… não o levo. Vá mas é andando.
Finalmente, o homem chegou a Lisboa como pôde. Cerca de um mês depois volta ao Casino e a sorte sorri-lhe ganhando uma pequena fortuna. Sai do Casino novamente por volta das quatro da manhã para apanhar um táxi e ao reparar que na praça de táxis, onde havia cerca de uns vinte táxis, o último táxi era o do outro dia, pensa para si mesmo:
– Espera aí meu grande desgraçado, hoje é que te vou ferrar.
Vai ter com o primeiro taxista:
– Olá, boa noite. Dou-lhe 200 euros se me levar a Lisboa, mas com uma condição.
– Claro que sim, seja qual for a condição aceita o taxista.
– Quando chegarmos a Lisboa tem de me chupar a gaita.
– Ó seu sacana, vá mas é chatear outro.
O segundo taxista:
– Olá, boa noite. Dou-lhe 200 euros se me levar a Lisboa, mas com uma condição.
– Pois não. O que é que tenho que fazer?
– Quando chegarmos a Lisboa tem de me chupar a gaita.
– Ponha-se mas é a andar antes que eu lhe parta as trombas.
Assim, correu toda a fila de táxis até que chegou ao último, e lhe disse:
– Olhe, dou-lhe 200 euros se me levar a Lisboa, mas com uma condição.
– Claro, diga lá qual é a condição respondeu o taxista.
– Quando passar por todos os outros taxistas da fila, levante os braços e grite: “Vou para Lisboa, vou para Lisboa!”