Um político ia andando pela rua, passou em frente a um banco e lembrou-se de que precisava de algum dinheiro. Entrou no banco e viu que estava sem a carteira, sem o cartão do banco, sem cheques e sem documentos. Mesmo assim foi falar com o gerente para ver se ele quebrava o galho.
– Bem, – disse o gerente – é difícil atender o seu pedido. Eu não conheço o senhor, o senhor não tem documentos. Agora, se o senhor provar quem é, talvez eu possa fazer alguma coisa.
– O que é que você está querendo dizer? Eu sou um deputado muito importante – falou o político com a peculiar arrogância.
– É o seguinte: um dia desses entrou aqui no banco o cantor Alceu Valença. Ele não tinha documentos, mas cantou um trecho de “Morena Tropicana”. Com isto, ele comprovou a identidade dele e eu autorizei o saque. Outro dia, isso aconteceu com o Romário. Ele não tinha documentos, mas comprovou a identidade dele dando um show de bola. Entendeu?
– Ah, entendi.
O político pensou um pouco e falou:
– Mas eu não sei fazer nada, só faço trampolinagens, maracutaias, safadezas, essas coisas…
– Quanto é mesmo que o senhor quer sacar? O senhor quer em notas de cinqüenta ou de cem reais?