O camarada saiu do bar, bêbado de dar dó, e tomou uma viela muito escura rumo à sua casa. Depois de ter andado alguns poucos metros, meteu a mão no bolso, tirou um cigarro todo amarrotado e colocou-o na boca.
Em seguida, apalpou os bolsos a procura do fósforo.
– Diacho! Acho que esqueci o fósforo no bar – falou consigo mesmo.
Andou mais uns quinze minutos com bastante cuidado, pois não conseguia enxergar quase nada. Logo, avistou uma luzinha vindo em sua direção. Era um vagalume.
Assim que o vagalume se aproximou um pouco mais ele falou:
– O senhor me empresta o fogo?
A luzinha passou direto.
– Nêgo mal educado! – resmungou.